Terminator : Genisys

Não seria correto começar essa postagem sem agradecer primeiramente ao Jurassicast pela oportunidade de ontem, dez horas da manhã, ir ao Cinemark do Pier 21 e acompanhar a estréia do Exterminador do Futuro : Gênesis, filme que pode ser visto como uma espécie de reboot da série.

Sempre fui muito fissurado em ficção cientifica, e na década de 80 tínhamos ótimas fontes do assunto, como Blade Runner, De Volta Para o Futuro, Guerra Nas Estrelas e O Exterminador do Futuro – isso apenas para não alongar demais a lista.

Dentre os citados, O Exterminador do Futuro tinha por destaque apelar para aspectos mais voltados para o terror, em alta na época, e mostrar um maniaco que era praticamente impossível de parar, sem problemas em explodir toda uma delegacia – cheia de policiais armados e supostamente preparados para lidar com um unico maluco armado – para exterminar uma unica vítima. O visual dos anos 80 casava muito bem com o aspecto pesado e tenso que o filme queria passar e eu era viciado! A trilha sonora também aproveitava a onda de sintetizadores e baterias eletrônicas e fundia muito bem o futuro desolador que nos espreitava e agora se voltada contra nós na vontade de exterminar a ameaça que os humanos representavam. Sim, nós eramos uma ameça segundo uma máquina enviada do futuro, algo que não necessariamente ficou muito bem explicado nesse primeiro filme de como isso era feito. Apenas para explicar rapidamente, nesse primeiro contato com o exterminador, muito bem interpretado pelo monstro Arnold Schwarzenegger, a máquina era enviada para matar Sarah Connor, que era apenas uma jovem e alegre garçonete que nem namorado tinha, seria a mãe do salvador da humanidade num futuro não muito distante, quando as máquinas se tornariam independentes e dominariam o mundo. Para salvar Sarah Connor, os humanos conseguiram enviar Kyle Reese, um soldado bem treinado e dedicado a dar sua vida pela causa.

Passados sete anos, tivemos o segundo filme da série, trazendo dessa vez dois exterminadores para a década de 90, dessa vez tendo como alvo John Connor, nosso salvador vivendo uma conturbada adolescência, com ficha na policia e invadindo sistemas bancários para sacar grana e curtir a vida adoidado. Arnold Schwarzenegger retorna como o exterminador T-800, modelo que tem por objetivo se infiltrar entre os humanos para exterminá-los. Porem, ele é quem veio para proteger John Connor contra um modelo mais avançado, o T-1000, que tem o corpo feito de metal liquido e graças a isso pode fazer de seus braços armas e modificar sua aparência. O filme passou a casa do meio bilhão de dolares em arrecadação mundial, ganhou quatro oscars, incluindo o prêmio de melhores efeitos especiais. O filme apela para ótimas cenas de ação, com perseguição de moto, caminhão e prédio indo abaixo, ótimos diálogos e interpretações. O filme tambem trabalhou muito bem a questão da trilha sonora, incluindo o sucesso do Guns N’ Roses, You Could Be Mine . A partir deste filme, o alvo das máquinas se tornou John Connor, que se tornaria um líder militar e utilizaria as informações trazidas por seus salvadores vindos do futuro para subjulgar as máquinas. Supostamente, com essas informações e a destruição dos exterminadores no presente, o tal “Dia do julgamento” seria evitado, e todos viveríamos felizes. Mas para minha infelicidade…

Até então, nenhum dos dois filmes havia explicado de forma mais didática como que as máquinas se rebelaram, apenas davam uma data e qual era a ideia inicial da Skynet, a primeira Rede de Defesa Automatizada do mundo. Skynet é a força controladora por trás de todas as unidades militares de batalha. Ela processa bilhões de dados de unidades de batalha enquanto, ao mesmo tempo, desenvolve táticas e coordena ataques de Exterminadores por todo o mundo. Pois é, uma vez explicado isso, o terceiro filme da série mostra que apesar de tudo que foi feito na década de 90, a rebelião das máquinas é algo eminente de acontecer, e as máquinas sabendo que John Connor, desta vez um adulto amargurado com a vida que leva, vivendo como nômade, ainda é uma ameça, desenvolvem um novo modelo de exterminador, o T-X, que pode se comunicar com outras máquinas e atirar projeteis. Arnold Schwarzenegger esta mais uma vez, dessa vez com uma veia mais cômica devido a atualização do seu exterminador, agora um modelo T-850, capaz de evoluir o relacionamento com humanos e aplicar psicologia. As atuações do elenco como um todo estão preguiçosas.

Definitivamente a série não poderia acabar dessa forma, e um novo Exterminador do Futuro foi produzido em 2009, dessa vez se passando no futuro desolador que sempre foi apenas vislumbrado nos demais filmes. A produção não pode contar com Arnold Schwarzenegger, nessa época governador da Califórnia e longe dos estúdios cinematográficos. Para compensar, os produtores apostaram em dois atores que estavam em destaque no cinema de ação: Cristian Bale que vinha do ótimo Batman Cavaleiro das Trevas. Sam Worthington foi escalado por recomendação de James Cameron, diretor dos dois primeiros filmes da série Exterminador. A dupla funcionou bem e o filme não trabalhou a viagem no tempo nem suas implicações, mostrou finalmente como os humanos sobreviviam e lutavam contra as máquinas. Terminou deixando uma ponta para uma possível continuação… Porem…

Eis que finalmente chegamos ao ano de 2015, Arnold Schwarzenegger não é mais governador e voltou a se dedicar ao cinema, e o projeto de um novo Exterminador do Futuro chegou até ele e sua disposição para voltar ao papel parecia ótima. Desta vez, o filme viaja do futuro para o passado e do passado para um futuro antes do futuro dominado pelas máquinas. Volta a mostrar John Connor como líder da resistência e dessa vez ainda mais profético, dizendo datas e locais, apontando onde atacar e quando. Kyle Reese segue ao seu lado, como soldado e amigo próximo. Não seria correto explicar demais a história, mas o que posso adiantar é: minha cabeça quase explodiu com as constantes viagens no tempo, uma vez que eu ficava sempre me pegando na história do início da série. Se tu assim como eu já assistiu todos, provavelmente vai sentir o mesmo incômodo, mas não é nada que estrague por completo o filme, muito pelo contrário, ele mesmo explica essa pequena confusão e de modo a ser até didático. O filme tem um bom ritmo, Arnold Schwarzenegger volta a roubar a cena, com o que pode ser a melhor atuação em toda a série. A nova Sarah Connor, Emilia Clarke, me convence nessa nova “realidade”, mas não é nada tão empolgante como sua atuação na série Game of Thrones. Jai Courtney assume o papel de Kyle Reese e consegue cumprir bem o papel, ele é um ator bem físico e vende bem a ideia de um soldado preparado para lutar com máquinas letais. O filme possui ótimas referencias os primeiros filmes da série, com boas perseguições de carro/moto – mas uma péssima sequencia de perseguição envolvendo helicópteros -e um final que pode ser considerado “OK”, ou seja, nada demais, mas que não estraga as duas horas de filme. Ponto muito negativo é para a trilha sonora, extremamente alta e conflituosa com as cenas que estão acontecendo. O 3D é muito bom enquanto filme se passa no futuro, mas se torna imperceptível quando se volta para o “presente”. O filme não é um clássico com o primeiro, ou um primor dos filmes de ação como o segundo. Sem dúvida é melhor que o terceiro e infelizmente sepulta os bons acontecimentos do quarto filme. Mas é com certeza um bom filme para esse período de férias que esta por vir.

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It would not be correct to start this post without first thanking Jurassicast the opportunity yesterday, 10am, to watch the premiere of Terminator: Genesis, a film that can be seen as a reboot .

I’ve always been cracked in science fiction, and in the 80s we had good sources of the subject, such as Blade Runner, Back to the Future, Star Wars and Terminator – it just not to over stretch the list.

Among the cited Terminator was highlighted by appealing to more targeted ways for terror in high at the time, and show a maniac who was practically impossible to stop without problems to blow up an entire police station – full of armed police and allegedly prepared to deal with an armed madman single – to exterminate a single victim. The visual of the 80 married well with heavy and tense aspect that the film wanted to pass and I was hooked! The soundtrack also took advantage of the wave of electronic synthesizers and drums and blended very well the bleak future that lurked in and now turned against us at will to exterminate the threat that human represented. Yes, we were a threat according to a machine sent from the future, something that was not necessarily very well explained in this first movie. Just to explain quickly, this first contact with the exterminator, very well interpreted by the monster Arnold Schwarzenegger, the machine was sent to kill Sarah Connor, who was just a young and cheerful waitress who had no boyfriend, would be the mother of the savior of mankind in not too distant future, when the machines would become independent and dominate the world. To save Sarah Connor, humans were able to send Kyle Reese, a well-trained soldier and dedicated to giving his life for the cause.

Seven years later, we had the second film in the series, this time bringing two exterminators to the 90s, this time targeting John Connor, our savior living a troubled adolescence, with problems with police and breaking into banking systems to withdraw money and enjoy the life. Arnold Schwarzenegger returns as the Terminator T-800, a model that aims to infiltrate the humans to exterminate them. However, it’s who came to protect John Connor against a more advanced model, the T-1000, which has the body made of liquid metal and because of this can make their weapons arms and change its appearance. The film went more of half a billion dollars in worldwide revenue, it won four Oscars, including the award for best special effects. The film calls for great action scenes, with bike chase, truck and building going down, great dialogues and interpretations. The film also worked very well the issue of the soundtrack, including the success of Guns N ‘Roses You Could Be Mine. From this film, the target of the machines became John Connor, who would become a military leader and would use the information brought by his rescuers from the future to subdue the machines. Supposedly with this information and the destruction of exterminators in this, the so-called “Doomsday” would be avoided, and all live happily. But to my misfortune …

So far, none of the two films was explained more didactic way that the machines rebelled, only they gave a date and what was the initial idea of ​​Skynet, the first Network Defense Automated world. Skynet is the controlling force behind every battle of military units. It processes data billion battle units while at the same time, develops tactics and coordinates Terminators attacks throughout the world. Well, once explained it, the third film in the series shows that despite everything that was done in the 90s, the rise of the machines is something brewing to happen, and the machines knowing that John Connor, this time a bitter adult with the life you lead, living as nomadic, is still a threat, develop a new Terminator model, the TX, which can communicate with other machines and shoot missiles. Arnold Schwarzenegger this again, this time with a more comic vein because updating your exterminator, now a T-850 model, capable of evolving the relationship with and apply human psychology. The performances of the cast as a whole are lazy.

Definitely the series could not end that way, and a new Terminator was produced in 2009, this time going in the bleak future that was only ever glimpsed in other movies. Production can not count on Arnold Schwarzenegger, governor of California at the time and away from film studios. To compensate, producers bet on two actors who were featured in action movies: Cristian Bale coming from the great Batman Dark Knight. Sam Worthington has been cast on the recommendation of James Cameron, director of the first two films of the Terminator series. The duo worked well and the film did not work time travel or its implications, finally showed how humans survived and fought against the machines. He finished leaving a tip for a possible continuation … However …

Behold, we finally reached the year 2015, Arnold Schwarzenegger is no longer governor and returned to dedicate to the movies, and the project for a new Terminator came to him and his willingness to return to the paper looked great. This time, the film travels from the future to the past and from the past to the future before the future dominated by machines. Again shows John Connor as the leader of the resistance and this time even more prophetic, saying dates and locations, indicating where to attack and when. Kyle Reese follows beside him as a soldier and close friend. It would not be correct too explain the history, but what I can say is: my head almost exploded with constant travel in time, since I was always catching me in the history of the beginning of the series. If you like I’ve watched all, will probably feel the same discomfort, but it’s nothing that spoils the way through the film, on the contrary, he explains this little confusion and in order to be up teaching. The film has a good rhythm, Arnold Schwarzenegger returns to steal the spotlight, with what may be the best performance in the entire series. The new Sarah Connor, Emilia Clarke, convinces me in this new “reality,” but it’s nothing as exciting as its performance in the Game of Thrones series. Jai Courtney assumes the role of Kyle Reese and can well fulfill the role, he is a very physical actor and well sell the idea of ​​a soldier ready to fight with lethal machines. The film has excellent references the first films of the series, with good car / bike chases – but a bad sequence of persecution involving helicopters-and an ending that can be considered “OK”, or anything else, but that does not spoil the two hours of film. Very negative point is for the soundtrack, extremely high and conflicted with scenes that are happening. The 3D is very good while film is set in the future, but becomes noticeable when it returns to the “present.”