Inside my…

Rhymes with vibes

Month: January, 2017

Modernity target

Karma, God, responsibility
who will deserve your hate and agony?
the need of choose someone to point the finger
if you have the chance, will you pull the trigger?
courage runs into your veins only when befits
use complacense to reminisce
the emptyness of your essence
what a miss, what a miss
the target right in to your face
and you miss your chance
you must prove
that you are the one, the best, the one that have nothing to lose
share to prove, show to the world who rule
share pics, share things, share tags and shits
“please, hit the like, please hit the share”
Karma is a great bitch
God really exist?
responsability, what this word mean?

Bruno (conto/suspense)

O cheiro doce de alguma bobagem infantil é espalhado pelo ar, assim como a alegria inocente de quem não teme nada além do Sol quente que queima sua pele branca e cheia de sardas. É quarta-feira e eu acreditava que as crianças deveriam estar numa escola, mas sou a prova viva de que enganos acontecem mesmo quando planejamos e antevemos inúmeras possibilidades.

Guardo a garrafa, afinal, crianças são altamente influenciáveis, e utilizo todos os músculos da minha face em busca de um sorriso simpático e contínuo, mas pelos muitos olhares desagradáveis que recebo, descubro que a simpatia é algo para poucos, e se não for sincera é melhor deixar de lado.

Em uma dessas lixeiras coloridas como um arco íris eu deixo o isqueiro e descubro que o ultimo cigarro foi mesmo o desta madrugada, quando a chuva era a responsável pela sinfonia que deveria embalar meu sono, mas despertou Cronos e espantou Morpheus, logo, nicotina e outras drogas lícitas foram minhas parceiras.

Meu olhar pesado e minhas mãos tremulas denunciam o desespero por quatro noites não dormidas, poucas refeições saudáveis, muitas palavras acumuladas em minha garganta e nada de positivo para compartilhar.

Ouço um barulho, e quando acredito que sejam as crianças pulando mais uma vez do brinquedo em forma de crocodilo rosa – sim, rosa, uma vez que assim iludimos nosso sentido tornando um predador mortal em algo afável por ser rosa – sou ludibriado pelo cansaço, e esqueço que minha mochila esta desgastada e o fundo se rompe, deixando a garrafa do mais fino e puro vinho luxuoso de $5 cair, me levando ao desespero de ser descoberto.

“Hey, você…onde pensa que vai?! o que é isso?” – indaga a já carcomida e não muito ágil professora das crianças, que falha em pegar no meu braço e parece sofrer de algum mal na coluna.

“Vou embora, não era pra estar aqui, quero ir embora” – digo com a firmeza que me permite o pouco de força que ainda tenho para me manter em pé e apto a responder…

“Venha cá! Onde pensa que vai, quero ver o que mais carrega!” – a velhice parece dar mais moral e força as palavras, mas a falta de atividade física faz a velha ficar pra trás depois de um breve correr que me lanço.

As crianças começam a ficar em nossa volta, como num ritual tribalístico em que dois guerreiros são postos a prova e incentivados por gritos de guerra “pega ele! pega ele!”.

Estou sozinho em meio a uma multidão que parece me odiar apenas por estar carregando uma garrafa que fez o favor de quebrar por estar com uma mochila velha…

Em meio ao pandemônio, a velha parece mais cansada que deveria, mesmo pra sua idade, e lhe falta o ar, o que lhe leva a por as mãos no peito, como se tivesse um punhal enfiado em seu coração, e os gritos de guerra viram um coro de desespero e lamuria, pois mesmo as crianças sabem quando algo não vai nada bem.

“Ela vai morrer”, penso eu, mas devo ter pensado alto demais, quando uma bola de barro é jogada na minha cara por uma das crianças, em retaliação a minha incontestável afirmação.

Suada e em nítido desespero, a velha cai no chão, levemente umido devido a chuva que caiu durante a noite, e o barro serve de berço para o abraço da morte, que tem como coro de fundo o desespero e choro de mais ou menos vinte crianças…

Sem perceber estou lavado em lágrimas, soluçando, e por um breve momento lembro que ainda tinha uma tarefa para entregar…um desenho em que o parque estava vazio, apenas uma única pessoa apreciava sua quietude e verde, o cantar de seus pássaros e o rústico perfume de antiguidade devido as enormes árvores que ali habitam.

Fiz o desenho hoje pela manhã, quando sentei para descansar um pouco.

A velha se chama Allana Doptor, ela foi minha professora.

Me chamo Bruno, tenho oito anos, muito prazer.

Time

Before I say goodbye
I try to stop the time
the last two seconds before close my eye
and kiss you hoping the time forget us
but two seconds least less than one millisecond

Open eye dream

My girlfriend is always by my side
if I want see her smile
all I have to do is tell to her
about my dreams about our marriage
about her being my wife
about names and nicknames of our future kids
she always freaks out
and talks about some silly joke to distract
but, like I always say
“you are the most pretty one, babe
I want write poems and another thousand lines
about you and me, about our life”
and she smile and smile, asking for a kiss
so, how could I denied?

You Came

I am just another one in need
of someone to show the way
out of the cage
that I had built with my own hand

I want to fly
but my wings was denied
or, I just stripped out
hoping to aluccinate because the pain

You came, soft like a balm
You healed my wounds, you sutured my bled
You appeased my rage
You made me turn the page

One year ago

One year ago
I still remember my first think
at my first blink

In a lonely morning
It’s you who I want

A soft wind blow
my mind talks with my heart and my soul
all three want you here

Remember my first thought?
Begin with “J” and finish with you know…

Teu aniversário, meu presente…

Amar…
Quem não gostaria de amar?
Sempre temi, e por várias vezes, relutei…
Amor platônico, amor não correspondido, amor por amor…
Mas no fim, como todo bom libriano, sempre amei
e me pegava pensando: “amei errado, amei demasiado, amei com dor”
mas, amei… e lá se foram namoros, paixonites, devaneios e decepções
decidi, então “isolar o coração da razão, amar não seria mais opção”
cuidaria, me dedicaria
mas não mais amaria
até que, como uma epifania
ela surgia
linda…como um sonho perfeito
sorriso lindo, sincero
amável, diria até, desnudo demais, a ponto de chocar
pois, num simples piscar
me fez volta a me apaixonar
amei, diria sem medo
logo no primeiro momento
aquele tenro sorriso, no fim de um dia cheio
e quase me fez chorar
“como eu,ogro e imundo
me sinto pronto
para voltar a amar?”
Jackeline
és tu quem me faz suspirar
desde o primeiro segundo que pude te olhar
apreciar
como a mais bela arte
feita por Deus, deuses
não és algo que eu pudesse sonhar
tão pouco imaginar
me faz sonhar e comigo mesmo dialogar
o quão maravilhoso é
voltar a amar…

All I have to give…

You sure you want to be with me? I’ve nothing to give
only a few lines
about love, pretty things and some lies
about love is easy to find
the best lines have your name
or something nice to rhyme
about your beauty face
with your marvelous smile
pretty things? I already describe
same about love
or positive vibe
lies?
only about the part
where I still sleeping well
without your goodnight kiss

First of many

I like-a say
J
the perfect name
to start the poem
to finish the sentence
desire, love, eternity
perfect causality
the rhyme of my heart
to your smile
the sunshine of my life